O Jonal O Saquá foi publicado mensalmente entre julho de 2000 e dezembro de 2025.


Editorial (dezembro/2025) – Confira a última edição completa após o texto.

O fim próximo do jornal O Saquá impresso nas bancas de jornais

A jornalista Dulce Tupy, editora do jornal O Saquá, completando 25 anos de edição ininterrupta dessa mídia, desde julho do ano 2000, está tomando a decisão de parar de publicar o jornal O Saquá, impresso, com a certeza de uma missão cumprida.

Jornal mensal O Saquá foi inaugurado com duas cores – preto e verde – e chegou a ter na época das vacas gordas, nos anos 2010 a 2020, 16 ou 20 páginas, coloridas. Porém, com a chegada da Pandemia de Covid 19, quando desapareceram todos os jornais da cidade, restou somente O Saquá, com 8 páginas impressas em preto e branco, até hoje.

A impressão feita na gráfica do jornal A Tribuna, de Niteroi, manteve nesses 25 anos o formato tablóide. E assim, O Saquá tornou-se uma referência local e regional, por suas reportagens com pessoas da cidade, artistas, atletas, notáveis e colunáveis em geral de Saquarema e da Região dos Lagos. Pode ser que, agora diante de um crise interna, o jornal sobreviva somente na internet. É uma possibilidade! Como vem ocorrendo nos últimos anos, com a mídia se fixando nas redes sociais.

Ao longo do tempo, a equipe foi crescendo e chegou a ter 5 jornalistas e 3 repórteres fotográficos, além do diagramador e um distribuidor. Mas hoje a redação está esvaziada, com apenas a sua editora acumulando o trabalho de redação, revisão, fotografia, pesquisa, distribuição e tudo mais o que for preciso para preencher as 8 páginas que circulam religiosamente uma vez por mês no município. Nas poucas bancas de jornais que restaram no pós-pandemia a diminuição dos jornais impressos é visível, desde os pequenos, como o nosso, até os grandes jornais, como O Globo e O Dia, entre outros que sobreviveram ao cataclisma da Pandemia.

Assim, somos sobreviventes de uma era que está acabando, embora alguns grandes jornais na Europa que desativaram seus impressos hoje estão começando a republicar novamente e distribuir/vender na bancas tradicionais. Além do impresso, a editora Tupy Comunicações S/C Ltda, que edita o jornal O Saquá, além de livros, ainda mantém um site do jornal na internet www.osaqua.com.br e uma página no Facebook atualizada sempre com campanhas solidárias, educativas, ecológicas, etc. Desta forma, o jornal mantém seu público leitor.

Único órgão de imprensa no município, atualmente só publica matérias jornalísticas sobre cultura e meio ambiente. E editais, que saem regularmente, cumprindo uma missão relevante em Saquarema, como em qualquer município. No passado a publicação do jornal era um fato vibrante. Quando chegava nas bancas, esgotava, às vêzes! E a gente corria para entregar mais jornais, para atender os leitores. Houve época em que o jornal era vendido nas bancas. Hoje ele é gratuito e tem um preço irrisório para quem quiser pagar ao vendedor…

Os tempos mudaram e, mesmo com a dificuldade de manter um jornal, quando se vive no meio de tantas consultas médicas que hoje são necessárias ao casal Edimilson Soares e Dulce Tupy, o jornal cumpre sua função há 25 anos! E o compromisso com seus leitores. Em suas páginas, a poeta e cronista Beatriz Dutra, por exemplo, escreve há quase 18 anos, sua coluna “Cultura é notícia”, sem interrupção, revelando um estilo luxuoso que engrandece o jornal O Saquá, sempre. E assim vamos continuar, se optarmos pelo lançamento de uma versão digital, moderna, contemporânea, aderindo aos novos tempos, tempos até de IA, Inteligência Artificial, porém, sem perder a ternura jamais.

Já o jovem Otávio Maciel, que acaba de se formar jornalista, sendo também músico e ator, encontrou nas páginas do jornal o espaço para sua coluna original, assim como para transbordar em uma página inteira o fascínio pelos compositores e músicos como o cantor e compositor Juceir Jr, além da louvação a outros grandes compositores da MPB. Cabe à jornalista Dulce Tupy, então, editora do jornal O Saquá, escrever matérias sobre o meio ambiente, um assunto caro a esta profissional da imprensa que participou da Rio-92 e nunca mais deixou o ambientalismo.

Por trás de tudo, dando o toque final precioso e crítico, o repórter fotográfico Edimilson Soares observa as capas, os editoriais, as páginas que Dulce escreve, sempre consultando suas opiniões profundas e certeiras. Foi Edimilson que criou a primeira logomarca do jornal, quando só tinha o nome e nenhuma imagem, junto com o diagramadador Ronan Conde. Foi Edimilson que sustentou o jornal politicamente, até quando não foi mais possível fazer a cobertura política na cidade por “n” motivos.

Hoje, com a visão reduzida e aguardando uma cirurgia no joelho, Edimilson continua sendo admirado por todos que tiveram o privilégio de conviver com ele nos tempos áureos, quando o jornal era disputado nas bancas de jornais que desapareceram, restando apenas a do amigo Jorginho da Bandeira, no Gravatá, além da banca de Bacaxá, a banca que existe em frente à Prefeitura e a banca na Rodovia, em Sampaio Corrêa. Saquarema chegou a ter mais de 20 bancas de jornal, incluindo em Vilatur. Agora, não temos quase nenhuma, somente cinco!

Portanto, vamos tirar umas férias merecidas, um período sabático, para nos reformular, neste momento de expectativas. Um momento de reflexão sobre a própria memória que o jornal O Saquá representa para o município e a coletividade. Afinal, sem imprensa, a cidade fica bem menor. É nosso interesse participar do sistema de comunicação na cidade. Queremos estar nos bairros e nos balcões dos nossos anunciantes, como antigamente. Seja no impresso ou no digital. Sempre atendendo nossos leitores que por certo virão atrás de nós, querendo saber do jornal O Saquá. Um jornal que conquistou um enorme público leitor e que, agora, vá para o espectro virtual, como tantos em tantos cantos do mundo.

Dulce Tupy


O-Saqua-Final

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